As 4 Formas Diferentes de Ganhar Dinheiro

As 4 Formas Diferentes de Ganhar Dinheiro

O que me fez escrever e publicar esse artigo sobre “As formas de ganhar dinheiro”, foi um estudo de mercado sobre os principais assuntos que as pessoas buscam no Google e que chamou bastante minha atenção.

As pesquisas sobre o tema “como ganhar dinheiro” e assuntos correlacionados – “como ganhar dinheiro extra”, “ideias para ganhar dinheiro”, “como ganhar dinheiro na internet”, “como ganhar dinheiro em casa”, etc. – somam um volume superior a 200.000 buscas mensais somente nesse navegador no Brasil.

Não há dúvida de que “ganhar dinheiro” é – não somente uma necessidade – mas uma grande aspiração de todos nós. É a partir de nossos ganhos que conseguiremos satisfazer nossas necessidades básicas, como alimentação e moradia, e também patrocinar nossos sonhos, seja eles quais forem.

O que você vai ver nesse artigo, é um caminho para organizar o pensamento sobre “como ganhar dinheiro”. Conforme você verá adiante, é um caminho que cada um de nós terá que trilhar pelas próprias pernas.

Você me acompanha?

Afinal o que é dinheiro?

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Segundo a Wikipédia, dinheiro é “o meio usado na troca de bens, na forma de moedas ou notas (cédulas), usado na compra de bens, serviços, força de trabalho, divisas estrangeiras ou nas demais transações financeiras”.

De acordo com a definição acima – e colocando o “dinheiro” em seu devido lugar (ele é tão somente um “meio”) -, podemos alterar a questão inicial desse artigo de “como ganhar dinheiro sempre” para “como trocar ou comprar/vender bens sempre”.

Concorda?

Isso quer dizer que, o nosso foco sobre “como ganhar dinheiro sempre” deveria mudar para “o que devo fazer para possibilitar uma troca constante de bens para minhas necessidades e sonhos” ou ainda “o que devo trocar constantemente para que eu ganhe um lucro sobre essa troca – e possa acumular valores para os momentos que eu não consiga efetuar trocas de bens”.

Você pode considerar tudo isso apenas uma mudança de palavras, mas você verá adiante, que não é. Isso muda a forma como enxergamos o dinheiro: ou seja, apresenta uma visão mais prática de como devemos lidar com ele.

O dinheiro é subjetivo?

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Assim como comer e dormir, “ganhar dinheiro” faz parte da necessidade de sobrevivência no mundo moderno.

O que era uma simples referência de valor para trocar produtos e serviços, evoluiu para novos significados, fazendo com que o dinheiro obtivesse um significado único para cada pessoa.

O que é um bom ganho para uma pessoa pode não ser suficiente para a realização dos sonhos de uma outra.

Uma determinada quantia de dinheiro pode ser o salário de todo mês de um profissional e, essa mesma quantia, pode ser o que uma outra pessoa gaste em poucos minutos para comprar uma roupa nova.

Ou ainda, um valor conquistado por anos de trabalho por um profissional que quer abrir um negócio, pode ser o mesmo montante que outra pessoa invista sem pestanejar, em uma operação de risco no mercado financeiro.

Deixando de lado o juízo de valores ou as questões filosóficas sobre essa questão – que observamos a todo momento em nosso cotidiano – concluímos que a necessidade e o valor do dinheiro varia de pessoa para pessoa. E por isso, a pergunta “como ganhar mais dinheiro” é tão ampla e a resposta invariavelmente é “depende de uma série de fatores”!

Os questionamentos sobre trabalho e remuneração

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É absolutamente normal para todos nós – seres humanos racionais – nos questionarmos de tempos em tempos, se estamos felizes com nossas escolhas, nosso trabalho e remuneração. Ou seja, se estamos nos saindo bem nos caminhos que escolhemos ou, muitas vezes, que a vida escolheu para nós.

No entanto, há algumas situações em nosso dia-a-dia que fazem despertar nossa atenção e, de um dia para outro, começamos a nos questionar se estamos tendo a remuneração que gostaríamos ou se estamos nos desenvolvendo profissionalmente como esperávamos.

Outras situações fazem soar a sirene de forma ainda mais forte, como por exemplo, no momento em que perdemos o emprego ou vemos que nossos negócios não estão gerando lucro, ou ainda, quando assumimos mais responsabilidades e pressões, seja porque casamos, aumentaram as despesas com os filhos, tivemos problemas de saúde ou queremos comprar um imóvel.

Nessas situações, os questionamentos vêm à tona como um tsunami e não é incomum que nos sintamos perdidos, derrotados e sem ânimo para mudar qualquer situação.

Uma questão fundamental da nossa vida fica martelando em nossas cabeças: “como posso ganhar mais dinheiro?”. E essa questão deve ser respondida não tão somente para conseguirmos sustentar nossas necessidades básicas, mas também para realizarmos nossos sonhos!

A pior conclusão que podemos chegar nesses momentos é nos conformarmos que a vida é assim mesmo, que não temos sorte, nos iludirmos que a situação periclitante de um negócio irá melhorar ou esperar uma solução cair do céu.

Tudo seria melhor se já estivéssemos completamente preparados para essas situações da vida, não é mesmo?

Mas, se pararmos para pensar um pouco, podemos concluir que, em sua grande maioria, várias situações da vida são corriqueiras e previsíveis: aumentamos os gastos com o casamento e filhos; precisamos poupar para adquirir bens valiosos como imóveis, veículos e outros; os empregos na maioria das vezes não são estáveis; a concorrência em nossos negócios tende a crescer sempre; queremos lazer nos finais de semana e viagens nas férias; precisamos garantir nossa renda na aposentadoria. E – principalmente para nós brasileiros – de tempos em tempos, teremos uma nova crise econômica que assolará nossos mercados.

Veja a seguir como podemos nos planejar para ganhar dinheiro de forma sustentável e minimizar as situações de instabilidade financeira, sabendo que a maioria das decisões e atitudes só dependem de nós mesmos!

Por onde eu começo?

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Se queremos ganhar dinheiro, devemos ter algo que nos move, precisamos ter algum objetivo que tenha significado para nós.

E, antes de definir “como ganhar dinheiro”, precisamos fazer algumas perguntas para nós mesmos, para não sairmos fazendo qualquer coisa e de qualquer jeito, perdendo tempo e… dinheiro!

A primeira questão que devemos definir de forma bastante objetiva é o montante de dinheiro que precisamos ganhar para satisfazer as nossas necessidades básicas (ex.: alimentação, moradia), intermediárias (ex.: educação) e de auto-realização (ex.: viagem, casa na praia).

Uma segunda questão que precisamos reconhecer é o “ciclo de vida” que nos encontramos. Ou seja, um jovem que está iniciando sua carreira provavelmente terá uma perspectiva de ganhar dinheiro diferente de uma outra pessoa que tem anos ou décadas de estrada.

E a terceira e quarta perguntas são, em quanto tempo você quer (ou precisa) chegar onde deseja e quanto de recursos você pode despender (tempo, investimentos, pessoas que te ajudem, entre outros).

Você é um jovem formado que mora com a família e está em dúvida de qual caminho seguir? Ou você é um executivo, pai de família, que tem várias bocas para sustentar? Ou você é um aposentado que precisa ajudar na renda familiar? Ou ainda, você é um empreendedor que tem um bom capital e quer definir onde é melhor investir?

Nesses poucos exemplos, nós rapidamente concluímos que o jovem tem mais tempo para acertar seu caminho e não tem tantas pressões financeiras para tomar suas decisões. O aposentado provavelmente só tem interesse em ganhar uma renda e não necessariamente desenvolver uma carreira. O executivo terá que definir quais os próximos passos para acelerar o crescimento em sua profissão para aumentar a renda, conforme aumentam os gastos com sua família. O empreendedor precisa analisar as diversas opções de mercado para obter a melhor rentabilidade sobre seu capital.

Uma vez que essas questões primordiais sejam respondidas, você pode partir para a segunda etapa de sua decisão.

Conheça a seguir a matriz com os 4 tipos de profissionais no que se refere à geração de renda.

Formas de ganhar dinheiro

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O livro “Pai Rico, Pai Pobre” de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter – embora receba críticas de alguns especialistas – abordou uma questão importante que é a necessidade das pessoas investirem em sua educação financeira.

Particularmente gosto quando ele apresenta o quadrante onde define 4 tipos de pessoas com relação à geração de renda. Dependendo do quadrante onde a pessoa atua, ela terá uma perspectiva diferente na forma de ganhar dinheiro. Conheça os 4 tipos:

  • Empregado: troca tempo/especialização por dinheiro; depende de uma empresa ou organização para remunerá-lo mensalmente (ou periodicamente)
  • Profissional Liberal: troca tempo/especialização por dinheiro sem depender exclusivamente de uma única empresa ou cliente. Aqui também se enquadram o Autônomo e o Consultor
  • Dono de Negócio: contrata o tempo/especialização dos profissionais que estão nos quadrantes “Empregado“ e “Profissional Liberal”
  • Investidor: aplica seu tempo e dinheiro em investimentos que gere renda ao longo do tempo (aluguel, juros e dividendos, por exemplo)

Por que é tão importante identificar em que quadrante você quer obter seus ganhos? (e você pode atuar em mais de um quadrante simultaneamente ou mudar de quadrante durante sua vida profissional). Porque, para cada quadrante, a visão, as habilidades, as motivações e os seus desafios serão bastante diferentes. Vamos ver como?

# Ser empregado em empresa pública ou privada (concurso público ou emprego)

É nesse quadrante onde há a maior concentração de pessoas e onde há uma base de ensino mais consolidada. Ou seja, há mais faculdades, escolas e cursos técnicos que ensinam como ser empregado em empresas.

Tanto na empresa privada como na pública, o mercado de trabalho possui uma visão mais clara sobre o salário para cada nível da hierarquia ou carreira. A pessoa que tiver interesse em trabalhar como empregado de uma organização terá que seguir regras também mais definidas pelo mercado.

Na empresa privada, o profissional precisa desenvolver um bom currículo, preparar-se para entrevistas e, depois de aprovado, cumprir tarefas e projetos estabelecidos pela empresa; além de ter a consciência de sempre investir em seu autodesenvolvimento para garantir sua empregabilidade ao longo dos anos.

Caso queira galgar cargos mais elevados na organização, a pessoa deve investir na sua qualificação técnica, além de adquirir habilidades em gestão de empresas e pessoas. À medida que a pessoa sobe na hierarquia, haverá uma competição cada vez mais acirrada entre os pares, e o profissional precisará se desenvolver cada vez mais para disputar as posições cada vez mais raras no topo da pirâmide.

Na empresa pública, o profissional precisa se preparar para os concursos que são bastante concorridos e, depois de aprovado, também cumprir tarefas e projetos definidos pela administração pública. Não possui a pressão da empregabilidade como na iniciativa privada – devido à garantia da estabilidade nos casos de concursos públicos – mas também terá que investir no desenvolvimento de novas habilidades para concorrer a novas posições se quiser garantir ganhos maiores.

A grande dúvida dos profissionais que querem atuar nesse quadrante é definir a sua área de especialização. Há todo um investimento de tempo, dinheiro e expectativas na escolha de uma profissão ou cargo público. Um erro nessa escolha, pode custar anos de dedicação – além de frustração e instabilidade financeira – e ainda a necessidade de investir mais tempo e dinheiro no desenvolvimento de uma nova profissão.

Se você escolher esse quadrante para ganhar dinheiro, prepare-se para ser um dos melhores na competição para garantir as vagas existentes. Sabemos que há menos vagas que candidatos. E, quanto maior o cargo e a remuneração, maior é a disputa. Identifique qual é a área e a posição que você almeja e busque todas as informações para saber o que você precisa fazer para conquistá-la. E faça um plano detalhado para alcançar seu objetivo.

Se você acredita que esse não seja seu quadrante, vamos conhecer o próximo?

# Ser profissional liberal

Sem dúvida um profissional liberal tem a oportunidade de trabalhar de forma mais focada na profissão que escolheu. Ele geralmente tem uma autonomia maior do que os empregados, no entanto, também precisa se submeter às exigências dos clientes e não tem a garantia de uma renda fixa.

Para aumentar a probabilidade de maiores ganhos é necessário que aprimore suas qualificações e obtenha boa reputação no mercado. Também poderá aumentar sua remuneração, caso consiga aumentar a oferta de seus serviços, embora sempre haverá limites – principalmente de tempo – no quanto consegue ampliar.

A principal dúvida que paira sobre os profissionais desse quadrante é definir a área de atuação/especialização e, à medida que vão avançando na carreira, necessitam balancear quanto de seu tempo e dinheiro devem ser utilizados na prestação de serviços e quanto deve ser investido em sua (necessária) qualificação.

O profissional liberal também precisa acompanhar as tendências do mercado, saber se os clientes continuarão a requerer o tipo de trabalho que oferece e, se requalificar, caso haja mudança desse mercado.

Esse quadrante é provavelmente o que mais exige tempo e investimento na qualificação do profissional. Quanto maior a raridade do profissional no mercado – além da reputação – maior será seu ganho. Não terá, como o empregado, um funil de hierarquia tão rígido no topo da organização; na realidade, dependerá mais da demanda do mercado e da habilidade de trazer a demanda para seu lado.

É nesse quadrante que você se encaixa? Vamos conhecer o próximo?

# Ser dono de negócio

Ouvi um dia de um dono de um grande negócio, que a sua empresa seria perfeita se não existissem clientes ou funcionários. Brincadeira à parte, gerir uma empresa tem uma certa complexidade. E, quanto maior a empresa, maiores serão os desafios. Um empresário ou um empreendedor deve desenvolver habilidades de forma a obter uma visão ampla do mercado e suas tendências a médio-longo prazo, entender profundamente as necessidades dos clientes e – tal como um grande maestro – direcionar e gerir simultaneamente diversas pessoas e áreas de conhecimento para atender e satisfazer o público consumidor.

Os desafios em ser dono de negócio podem ser grandes, entretanto, o retorno financeiro também pode ser proporcionalmente alto se a pessoa obtiver sucesso em sua empreitada (e, em caso de fracassos, pode gerar dívidas e até comprometimento do patrimônio pessoal).

Nesse quadrante não há a relação ˜tempo de trabalho vs. ganhos” ou “especialização vs. ganhos”, como observamos nos quadrantes de empregado e profissional liberal. A relação de ganho desse quadrante é “quanto mais a empresa atende satisfatoriamente seu público e quanto maior a demanda – com lucro – maior será a geração de riqueza”.

A grande dúvida do profissional que quer atuar nesse quadrante é definir o segmento de mercado, o valor a ser investido e o retorno do investimento. Dependendo do segmento escolhido, o investimento pode ser alto e o ROI pode ocorrer abaixo ou acima das expectativas. Ou seja, há riscos envolvidos. A dificuldade de se prever o comportamento do mercado e do consumidor é parte inerente da criação e gestão de negócios.

Quem é avesso a riscos, deve evitar esse quadrante. No entanto, há diversos negócios onde o investimento é baixo e o profissional poderá investir seu tempo na construção gradativa de um negócio. Na maioria das vezes, investimento baixo significa retorno sobre investimento baixo, ou seja, o profissional precisa contar que poderá ter ganhos baixos ou nulos nos primeiros meses ou anos do novo negócio. E, assim que a empresa tomar corpo, os ganhos serão crescentes.

É nesse quadrante que você se vê? Temos mais um: o quadrante do investidor.

# Ser investidor

Esse é o quadrante menos desenvolvido no Brasil: ser investidor.

Há um desconhecimento de grande parte da população de como utilizar esse quadrante a seu favor. Há quem viva exclusivamente desse quadrante, mas a recomendação é de que todos os profissionais invistam tempo para conhecer como o dinheiro pode trabalhar por eles ao longo de sua vida profissional. Por exemplo, se você compra um imóvel para alugar, esse é um investimento que gerará renda para você por muitos anos (e provavelmente, gerações). Se você optar por comprar um carro, esse será uma despesa para você e não um gerador de renda (a não ser que você seja um taxista ou dono de frota).

O grande desafio em atuar nesse quadrante é a necessidade de se qualificar e acompanhar de perto o mercado financeiro e suas diversas opções de investimentos – seja Bolsa de Valores, Imóveis, Renda Fixa, etc. E também, a necessidade de ter capital e tolerância a riscos.

Há pessoas que vivem – e bem – exclusivamente desse quadrante, mesmo começando a partir do zero. Também há casos de pessoas que quebraram. Para se dar bem como investidor é necessário ter um pensamento estratégico, estar qualificado nas modalidades de investimento, agir de forma racional e paciente; a emoção e a ambição de ganhar dinheiro rápido, pode colocar tudo a perder.

Mesmo se você não queira trabalhar exclusivamente nesse quadrante, é fundamental que você aprofunde seus conhecimentos para começar a colocar o seu dinheiro trabalhando a seu favor (se atualmente você só investe em poupança, é urgente que você comece a adquirir os conhecimentos desse quadrante!).

Fazendo as contas

Bem, chegamos aqui com uma séria de perguntas e respostas para você começar a juntar o seu quebra-cabeça e fazer as contas: uma vez definido onde e quando você quer chegar, escreva em uma planilha, no mínimo para os próximos 5 anos (preferencialmente mês a mês), qual seria a receita desejada para cobrir suas necessidades e sonhos.

O mesmo exercício, você deverá fazer com suas despesas: ou seja, insira na mesma planilha, os gastos mensais para suas necessidades básicas e os investimentos que você deseja realizar (viagens, compra de imóvel, investimentos, etc.). Coloque os valores a serem gastos de acordo com a época que deseja realizá-los, de forma parcelada ou integral, dependendo da sua intenção de compra.

Fazendo a subtração da receita e da despesa, qual foi o saldo?

Se positivo, tenho só mais uma pergunta: o saldo é suficiente para você acumular valores para o seu futuro (aposentadoria, por exemplo)?

Se você concluir que esse saldo não é suficiente ou que o saldo é negativo, vamos para a próxima etapa.

O mercado é o rei

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No mercado corporativo, há uma técnica bastante utilizada em planejamento estratégico, que é a Análise SWOT. Para quem não está acostumado com o tema, é uma análise que as empresas fazem para saber seus pontos fortes e pontos fracos, e as oportunidades e as ameaças do mercado que atuam.

Exemplo: determinada empresa tem um portfólio de produtos excelente (ponto forte), porém o atendimento aos clientes é ruim (ponto fraco); atua no mercado de alimentos infantis que tende a diminuir devido à queda de natalidade no Brasil (ameaça), mas há uma outra linha de produtos que atende à população acima de 40 anos, que tende a crescer no país (oportunidade).

Por que estou falando nisso?

É nesse momento – tendo a informação onde, quando e quanto você precisa para chegar lá – que você deve analisar seus pontos fortes e pontos fracos como profissional (empregado, profissional liberal, dono de negócios e/ou investidor) e quais as oportunidades e ameaças que o mercado onde você atua oferece a você, no médio e longo prazo (lembre-se de considerar também o ciclo profissional que você se encontra: um profissional de 50 anos terá mais dificuldade de se recolocar no mercado como empregado que outro profissional por volta dos 30).

A partir da sua análise SWOT, você chegará a várias conclusões.

Por exemplo, você pode concluir que, a profissão que você escolheu e que você investiu vários anos, não está sendo tão rentável quanto deveria na região onde você mora, porém há oportunidades em outras regiões. Ou que, para aumentar seus ganhos nessa profissão, você terá que mudar de emprego ou começar a prestar serviços adicionais para ganhar uma renda extra.

Ou, você abriu um negócio e, embora trabalhando arduamente, não está tendo o retorno esperado (nesse caso, você precisa aprofundar o diagnóstico também do negócio) e você terá que fazer algumas mudanças na empresa para obter um aumento no faturamento e/ou redução de despesas.

São muitas as conclusões possíveis. Mas o importante é que você veja claramente – tal como um médico elaborando um diagnóstico – se você vai chegar onde deseja com seus ganhos atuais e previstos.

Caso a resposta a esta questão seja negativa, o próximo passo é você levantar e avaliar as melhores estratégias para mudar ou complementar seu atual nível de renda (avalie também a redução de despesas).

Com essas informações mais claras, é mais fácil você identificar se deve continuar no quadrante de geração de renda onde você está, ou complementar a renda com outro quadrante, ou mudar completamente de quadrante.

E, não esquecendo um fator muito relevante, você deve fazer essas avaliações levando em conta o mercado onde atua e se é possível você obter mais renda nesse ou em outro mercado. Por exemplo, se você for empregado, deve avaliar outras oportunidades de trabalho ou as chances de ser promovido (será que você precisa se qualificar mais para isso?); se você for profissional liberal, deve avaliar se está cobrindo todo o mercado potencial e como está seu portfólio, a concorrência, sua comunicação com mercado, etc. Se for um empresário, avalie se há alternativas de lançamento de novos produtos, inserção em novos canais de vendas, entre diversas outras possibilidades.

O mercado é o rei! De nada adianta se você for o melhor profissional de determinada área, ou ter a loja mais bonita da região, se o mercado não demanda esse produto/serviço ou se há excesso de concorrentes, todos com uma estratégia única e sem diferenciais (por exemplo, a única estratégia é fazer promoções).

Tudo muda o tempo todo

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“A única constante é a mudança” (Heráclito de Efeso).

 

Diferentemente do que gostaríamos, uma profissão ou um negócio pode não durar uma vida inteira.

A velocidade das mudanças nos mercados, faz com que empresas surjam e sumam em poucos anos ou décadas (são tantos exemplos…), assim como novas profissões são criadas em detrimento de outras, ou regiões inteiras são afetadas positivamente ou negativamente por eventos diversos (construção de um polo industrial ou um acidente ambiental, por exemplo) afetando toda uma gama de empresas e profissionais.

Estar preparado profissionalmente e financeiramente para as mudanças que ocorrem em nossas vidas, bem como nos mercados onde atuamos – muitas delas previsíveis -, tem que ser uma parte importante de nossas vidas, porque são do nosso total interesse! É fundamental você reservar um tempo para fazer e acompanhar o planejamento de sua vida.

Invista em você, em seu aprimoramento profissional, na melhoria constante de seus negócios, na rentabilidade de seus investimentos. Observe atentamente os movimentos do mercado. Prepare-se para mudar de forma planejada. Podemos sempre melhorar, cada dia mais. Podemos ganhar mais e sempre, se nos preparamos para isso.

As dúvidas que surgem quando queremos ganhar dinheiro são absolutamente normais e necessárias para definirmos o caminho que mais tem a ver com nosso propósito de vida: “o que devo fazer?”, “ por onde devo começar?”, “em qual segmento devo atuar?”, “qual é o melhor investimento?”.

Nos meus mais de 30 anos de atuação em marketing de empresas de pequeno a grande porte, posso lhe assegurar que essas questões assombram muitos profissionais, incluindo os grandes executivos e empresários.

A recomendação é que você escreva em um papel, para dar maior clareza do caminho a seguir, o montante de dinheiro que você precisa ganhar para satisfazer suas necessidades nas 3 situações (básicas, intermediárias e de auto-realização), o momento de profissão ou carreira que você se encontra, quais os recursos que você dispõe (tempo, dinheiro, pessoas que te ajudem, conhecimento, etc.), quando e onde você quer chegar.

Uma vez quantificada a questão, você começará a avaliar as opções dos 4 quadrantes. Por exemplo, se você não tem capital, provavelmente o quadrante “investidor” não será uma opção para você. O quadrante “dono de negócio”, poderá ser uma opção, desde que você não precise fazer investimentos em estrutura ou tenha um projeto que possa ser financiado por investidores. E assim por diante.

É muito importante saber exatamente quanto você precisa e quer ganhar, para cada período de tempo. A pior coisa que um profissional pode fazer é começar a trabalhar em qualquer coisa, esperando progredir na carreira sem nenhum planejamento. Nós precisamos entender nossos pontos fortes e fracos e saber quais são as melhores oportunidades do mercado para melhorar nossos ganhos e qualidade de vida.

Sim, é possível ganhar dinheiro sempre, desde que você invista em você, em seus negócios e atenda satisfatoriamente a demanda do mercado, seja como empresa, profissional liberal, dono de empresa ou investidor.

Mudar o foco de “como ganhar dinheiro sempre” para “o que devo trocar constantemente para que eu ganhe um lucro sobre essa troca”, significa que devemos ficar com um olho no peixe e outro no gato. Ou seja, devemos ser o melhor que pudermos na profissão que escolhemos e, simultaneamente, olhar o mercado, para aproveitar as oportunidades e minimizar os riscos.

Desejo a você, uma boa troca de bens sempre!

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Consultoria e Diagnóstico de Marketing de Empresas

Consultoria e Diagnóstico de Marketing de Empresas

As Ferramentas Essenciais para Gestão: Ferramentas, Modelos e Notas

Nesse post vou apresentar 2 importantes livros para gestores, consultorias de gestão e marketing e/ou quaisquer profissionais que queiram se aprofundar no entendimento das organizações.

O primeiro livro é: “As Ferramentas Essenciais para Gestão: Ferramentas, Modelos e Notas” (tradução livre), recomendado para gestores e consultores.

O livro apresenta uma série de exemplos e compartilha experiências práticas do autor na utilização de
ferramentas de gestão e modelos, nas atividades de sua consultoria. Apesar de lançado em 2008, o livro ainda permanece atual.

A introdução começa com uma visão geral da profissão de consultoria em matéria de gestão, incluindo temas como valor agregado, governança e ética das consultorias.

Outro tópico relevante é o desenvolvimento das habilidades de consultoria sob perspectiva individual e também como empresa.

Ou seja, a importância da gestão de projetos, compreensão dos requisitos e expectativas, além da gestão de risco de projetos de consultoria.

Um dos temas abordados refere-se aos principais serviços prestados pela consultoria, incluindo a resolução de problemas, facilitação e comunicação.

Também são apresentadas as ferramentas de consultoria “Top 10”, selecionadas pelo autor, com as respectivas experiência práticas de como e onde utilizá-las.

O objetivo do autor foi oferecer – tanto para empresas como indivíduos – informações relevantes sobre os serviços prestados por consultorias.

Informações essas que são referências para a melhoria da prática das consultorias e desenvolvimento de consultores, nos setores públicos e privados.

 

Modelos de Gestão: O Que São e Quando Devem Ser Usados

Outro livro também indicado para gerentes e consultores é o “Modelos de Gestão: O Que São e Quando Devem Ser Usados”.

Trata-se de uma compilação de mais de 50 ferramentas essenciais e influentes da administração, escrito por uma equipe de consultores especializados em gestão.

Os autores apresentam uma breve descrição de cada modelo, juntamente com sugestões para sua aplicação.

Para eles, os modelos e as teorias oferecem meios de reduzir complexidades, incertezas e deficiências potenciais. E também tornam-se uma ferramenta útil para diagnóstico de marketing.

Modelos de Gestão” reflete ideias valiosas, oferece insights adicionais e uma sólida estrutura como base para que sejam feitas as escolhas certas – diretamente do ponto de vista da profissão, da organização e também dos gerentes e dos funcionários envolvidos.

Desde ferramentas essenciais de gestão, como Kaizen, análise de valor dos custos indiretos e benchmarking até modelos desenvolvidos por gurus de pensamento gerencial, como Senge, Deming, Porter e Mintzberg.

A seleção de modelos de gestão para o livro, foi em grande parte resultado de pesquisa literária.

Para a seleção final, os autores pesquisaram junto a 70 gerentes, consultores e estudiosos em todo mundo, quais modelos consideravam os mais úteis para seu próprio trabalho.

Para isso, foi definido um modelo – bem como uma ferramenta – para ser utilizado na melhoria das organizações enquanto os gerentes trabalhavam lá.

Dessa forma, a seleção reflete ideias e insights que provaram ser capazes de oferecer base sólida, que são consideradas exequíveis na prática e que contribuíram positivamente para solucionar os problemas organizacionais com os quais os gerentes e consultores se deparam frequentemente.

Recomendação dos livros: Consultoria de Marketing SP

 

Veja também o vídeo abaixo: